Uma questão de Saúde

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A ABRA, na semana passada, entregou à ANS mais de 850 assinaturas sugerindo a inclusão do Art. 8º da Res. 167 sobre Obesidade na ANS – Agência Reguladora de Planos de Saúde do Brasil. Com a SUPRESSÃO desse artigo foi extirpado o direito dos portadores de Obesidade Grau 3 de se tratar por meios que não sejam exclusivamente o do procedimento cirúrgico.
 Nós, “Amigos do Brasil”, diante desta situação, não poderíamos ficar inertes. Assim, por meio de uma ação eminentemente democrática, com o intuito de pressionar a inclusão deste artigo, colhemos assinaturas de pessoas no DF e na BA. Isso foi feito por meio dum abaixo-assinado, que foi entregue pessoalmente pelo nosso Vice-Presidente Jefferson Poli à ANS.

Com o intuito de manter um debate contínuo acerca da saúde pública nesta semana, gostaria de compartilhar o texto abaixo com todos:

Nossa sociedade por muito tempo segregou as pessoas com deficiências e nem sequer tinha a capacidade de trabalhar as dificuldades apresentadas por algumas pessoas em sua aprendizagem. Afinal, é mais fácil tachar alguém de burro do que descobrir o que acontece com ele. Hoje, descobri um distúrbio chamado “Distúrbio do Processamento Auditivo Central” ou DPAC. Você ouviu algo sobre o assunto? Não?

A tendência é pensar que esta pessoa tem uma dificuldade auditiva, que não ouve bem. Mas, acredite, segundo os estudos feitos até aqui, elas ouvem perfeitamente! Contudo, quando o som da nossa voz chega ao ouvido interno ele é transformado em um código que será levado até o cérebro, e é neste momento que surge o DPAC, pois, este código é gerado com um defeito de maneira que o cérebro não processa a informação ouvida. Repito, quem tem DPAC ouve perfeitamente, mas como não processa as informações, apresenta uma memória ruim, dificuldades na leitura, atenção, organização das informações recebidas oralmente na presença de ruídos externos como barulho de algo caindo, ansiedade, sequência lógica, autoestima baixa, isolamento social ou agressividade.

Ao perceber esses comportamentos,  uma avaliação deve ser feita por uma equipe multidisciplinar envolvendo primeiro a família, que convive mais com a criança e pode perceber suas dificuldades; depois o educador, que ao detectar as dificuldades cognitivas pode encaminhar esta criança e sua família ao pedagogo(a) responsável pela equipe de apoio da escola; em seguida para os profissionais da saúde como pediatra, psicólogo, fonaudiólogo e neurologista.

Como é um distúrbio, se a criança receber  atenção e cuidados necessários terá a oportunidade de ser readaptada, ou seja, de aprender, de organizar-se, de ser afetiva, de contar histórias com uma sequência lógica para os acontecimentos. Que lindo não! Mas não tem sido tão fácil assim!

O distúrbio não tem CID (Classificação Internacional de Doenças) dessa maneira o DPAC, segundo circular da Secretaria de Educação do Distrito Federal, pode ser assistido pela equipe de ensino especial se não houver uma outra que tenha laudo precisando do atendimento.

Resultado?! Os pais dessas crianças se juntaram e criaram um movimento em defesa das crianças com DPAC, para conquistar o direito de que elas tenham a assessoria necessária para seu desenvolvimento social, cognitivo e físico garantido. Vale lembrar que existe uma ação da profissional responsável pelo Centro de Apoio ao Surdo (CAS) que desenvolve uma estratégia para que estas crianças tenham a oportunidade de desenvolver-se, e com sucesso!

Assim no dia 14/05/2011 no 1° Seminário acerca do DPAC realizado em Brasília, com a presença de vários profissionais e de representantes políticos e pais dos DPAC, ficou acordado que é preciso fortalecer o movimento. Para isso,  invocou-se a atenção dos profissionais da educação, da saúde, da família e dos governantes para a criação de uma política pública que assista a urgência da reabilitação desses estudantes, já que o SUS (Sistema Único de Saúde) não cobre os exames que precisam ser feitos.

por Sabrina Caldas Xavier

Se interessou pelo assunto?
Confira também a reportágem que o Correio Brasiliense publicou no dia 15/05/2011: http://migre.me/4yJAi
Vamos divulgar e debater sobre o assunto, já que o DPAC não possui um CID, as crianças que o possuem podem ficar sem acompanhamento profissional, o que tiraria deles o direito a uma educação decente. Caso precise entrar em contato com os responsáveis pelo movimento utilize o e-mail: dpac.movimentoemdefesa@gmail.com

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