EDUCAÇÃO E SAÚDE – CORRUPÇÃO

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O BRASIL PRECISA DE UM ÍNDICE QUE PUBLICIZE A PREJUDICIALIDADE DA CORRUPÇÃO, A SER EMPREGADO PELOS INVESTIDORES/BANCOS ESTRANGEIROS
A corrupção no Brasil, que resiste em se imiscuir entre as políticas públicas, deveria ser objeto de um índice de prejudicialidade de corrupção¹. Com este índice, divulgado internacionalmente, poderíamos pressionar os nossos parlamentares e gestores a bem aplicar os recursos públicos. Foi assim que, na década de 80, principalmente, tivemos bons resultados com a divulgação de irregularidades que aconteciam no Brasil, como, por exemplo, a exploração irregular de recursos naturais e a situação dos seringueiros². Naquela ocasião, os bancos internacionais suspenderam empréstimos³; vários investidores deixaram de aplicar os seus recursos no nosso país. Situação similar foi promovida contra os diamantes de sangue⁴ do continente africano, onde a comunidade internacional desalienou-se acerca do derramamento de sangue.
Nesse sentido, para que tenhamos uma noção do quanto interferimos (prejudicamos) no mundo com a corrupção que cresce, descontroladamente, basta cotejarmos o nosso desejo em efetivar o direito à moralidade pública, enquanto os Somalis desejam o mais elementar dos recursos naturais – água, talvez potável⁵. Como se sabe, aqui, enfrentamos um desafio infinitamente mais fácil de ser conquistado. Isso não ocorre com a Somália e com o Dafur, por exemplo. Nestas nações, a luta por um copo d’água, por uma cabana de tecido sintético ou por uma penicilina é severa e muitas vezes inalcançável. Sabemos que o nosso país é tão rico que, se reduzíssemos a nossa corrupção⁶ pela metade, teríamos condições de acabar com toda a nossa miséria⁷, e, ainda, sobrariam muitos recursos financeiros para apoiar as outras pessoas que sequer têm água para consumo, é o que ocorre, também, com os kenianos e com os Etíopes.
Por essa razão – quebra de elo com o todo por aqueles que corrompem –, é que clamamos à Comunidade Internacional que reflita, antes, acerca de ser ético ou não investir os seus recursos no nosso país; que se indigne pelo fato do nosso país não atuar ativamente contra os degradadores dos bens públicos. Isto é, por uma questão ética, a nossa corrupção precisa ser discriminada e considerada pelos investidores.
Recentemente, um periódico mensal de grande circulação em nosso país (revista Veja) trouxe mais um escândalo, um esquema que enoja até aqueles que não se envolvem com as políticas públicas. Esperamos, até hoje, a publicização do desenrolar desse escândalo movido pela corrupção, quase institucionalizada em nosso país⁸.
O fato é que, nesta nossa insatisfação, há um consenso de que é importante efetivarmos um índice que publicize o quanto é desviado e quais são os prejudicados disso. Falamos de uma constatação que é o resultado de:
A) “pesquisa promovida pelo coordenador da Escola de Economia de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marcos Fernandes, a perda de produtividade provocada por corrupção (fraudes públicas) no Brasil atinge a casa de US$ 3,5 bilhões por ano.”⁹.
B) com toda a riqueza do Brasil é excessivamente negativo e desproporcional que ele seja o 75º país colocado no índice de percepção de corrupção, segundo consta da ONG Transparência Internacional¹ᴼ.
A despeito de existir o Índice de Percepções de Corrupção, promovido pela Transparência Internacional, cremos que o nosso poder executivo deva fomentar um índice que se preocupe em divulgar o que se corrompe e o que, consequentemente, é afetado objetivamente – precariedade na saúde e educação, enfim, no desenvolvimento social do país.
Por fim, cumpre-nos dizer que queremos um mecanismo que, se sabemos que não é, isoladamente, a solução, por outro lado, com certeza, pode deflagrar uma centelha de transformação de conduta de administradores e de administrados.
Portanto, convidamos os cidadãos, não apenas brasileiros, como, também os cidadãos do mundo, para divulgarmos a necessidade da criação do Índice de Prejudicialidade de Corrupção do Brasil, o IPCB, com o intuito de darmos conhecimento ao mundo da nossa evolução nesse aspecto, seja ela negativa ou positiva.
Paralelamente a essa proposta de solução, também dispomos de projetos sociais que foram idealizados para minar a corrupção, mas, para executá-los, precisamos de recursos financeiros de organismos internacionais que possam apoiar esta causa, precisamos de apoio externo.
ABRA – Amigos do Brasil em Prol da ética.
www.abra.br.org
Referências:
1.    PEIXOTO, Fabrícia. Indicadores de corrupção do Brasil não avançam em dez anos. Da BBC Brasil em Brasília. Brasil. Disponível em: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/12/091208_corrupcao_brasil_fa_np.shtml. Acesso em: 28/08/2011.
2.    MACHADO, Regina Coeli Vieira. Chico Mendes. Pesquisa Escolar On-Line, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Brasil. Disponível em: <http://www.fundaj.gov.br>. Acesso em:28/08/2011.
3.    MONTEIRO, Clenaldo Freire; MONTEIRO,Denise Schulthais dos Anjos. A saga de Chico Mendes. Fevereiro/2001. Disponível em:  http://www.pves.org.br/artigos. Brasil. Acesso em: 28/08/2011.
4.    GREENWOOD, Louise. ‘Diamantes de sangue’. BBC Africa Business Report. Brasil. Disponível em:http://www.bbc.co.uk/portugueseafrica/news/story/2010/07/100729_africacommoditiesaws.shtml. Acesso em: 28/08/2011.
5.    HUSSEIN, Abdi Hajji. Somália: Refugiados sofrem com a falta d´água. RNW – Rádio Nederland Wereldomroep Brasil. Brasil. Disponível em:  http://www.rnw.nl/portugues/article/somalia-refugiados-sofrem-com-a-falta-d%E2%80%99agua. Acesso em: 28/08/2011.
6.    WIKIPÉDIA, enciclopédia livre. Corrupção no Brasil. Brasil. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Corrup%C3%A7%C3%A3o_no_Brasil. Acesso em 28/08/2011.
7.    BARROS, Ricardo Paes de; HENRIQUES, Ricardo; MENDONÇA Rosane. Desigualdade e Pobreza no Brasil. IPEA. Brasil. Disponível em: http://www.ipea.gov.br/sites/000/2/livros/desigualdadepobrezabrasil/capitulo01.pdf. Acesso em 28/08/2011.
8.    VEJA, Revista. A Praga da Corrupção. Edição 2230 – de 17 de Agosto de 2011. Brasil. Disponível em: http://www.veja.com/acervodigital/home.aspx. Acesso em: 28/11/2011.
9.    FERNANDES, Marcos. Corrupção brasileira consome R$ 10 bilhões por ano da economia do país. CFE – Conselho Federal de Economia. Brasil. Disponível em: http://www.cofecon.org.br/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=247. Acesso em: 28/08/2011.
10.    TERRA. Transparência Brasil critica ranking mundial de corrupção. TRANSPARENCY International, the global coalition against corruption. Brasil. Disponível em: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4106529-EI7896,00-Transparencia+Brasil+critica+ranking+mundial+de+corrupcao.html. Acesso em: 28/08/2011.

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